Não amante daquelas que ficam com o homem alheio. Amante sendo alguém que ama. Que é apaixonada. Que procura manter a sanidade de não se entregar ao te amo tanto que não posso viver sem você, para não cair no tipo de amor dependente que dói e aperta. Mas sim o amor que transborda e dá liberdade. Neguei. Neguei por anos. Neguei inúmeros que vi por aí como sendo amores. Causavam sim todo aquele princípio de rebuliço interior que esse tipo de sentimento, mas negava por saber que com você nada, absolutamente nada daquilo seria uma amostra. Seria mais. E bem mais. Tão mais que dava-me medo de imaginar que pudesse esperar tanto de algo e acabasse me frustando. Não frustou. Excedeu. Foi mais. Mais do que o mais que eu imaginava. Pq eu neguei. Neguei por anos. Neguei com vários. E estava certa. Estava verdadeiramente certa. Pra ti tinha guardado o mais belo, mais puro e mais bonito que consegui. Guardei e disse que mostraria apenas na certeza do sim no altar e na vinda dos filhos. Errei. Errei pois ele apareceu antes. Antes da gente de conhecer. Eu já o guardava. E mesmo que no primeiro olhar, sem jamais imaginar que seria você, ele já palpitava. Já crescia. E quando deixei de negar o que era, ele se mostrou maior. Bem maior. Meu medo era aquele de sempre. Te amar mais do que você me amaria. Te querer mais do que você iria me querer. Foi bobo. Descobri que não se mede. Se encaixa. E mesmo sem saber, eu já te amava. E mesmo sem querer, eu não negava. E mesmo negando, ele brotava. Foi assim. É assim. Adolescente, cheio de romance. Maduro, cheio das suas certezas. Eterno amante e aprendiz
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Um comentário:
"Que procura manter a sanidade de não se entregar ao te amo tanto que não posso viver sem você, para não cair no tipo de amor dependente que dói e aperta."
"Pra ti tinha guardado o mais belo, mais puro e mais bonito que consegui. Guardei e disse que mostraria apenas na certeza do sim no altar e na vinda dos filhos."
escreva mais, Luíza!
<3
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