Um pouco depois o sino tocou, ele amarrou direito seu tênis de marca conhecida, jogou o plástico que até então embrulhava seu sanduíche no lixo e foi ao banheiro lavar as mãos. Passaram alguns segundo ignorando os que lhe rodeavam, e olhando pro espelho grande. Saiu do banheiro enfiou a mão dentro do bolso do casaco e pegou 2 moedas. Fila para a fila da cantina, tinha apenas 2 pessoas na sua frente, mas ele nem percebeu, sua mente estava muito distante dali. Quando chegou a sua vez, colocou as mãos sobre o balcão e soltou as moedas. Nem olhou pra quem lhe atendia. Apenas disse com a voz sumindo ‘ balas de menta ’, ao pegá-las conseguiu soltar um ‘obrigado’. Enquanto isso o sino tocava pela 2ª vez.
E lá foi ele para o rumo da escada que o levava para o andar de sua sala, subir com um monte de gente se empurrando. Ao terminar de subir ele esbarrou fortemente em uma garota, em meio a um grito que ela soltou ele a segurou já que quase ela caiu. O momento foi único, na hora em que a segurava ele olhou para seus olhos (cor castanho-mel, doces e com uma inocência fora do comum), sua pele (um pouco queimada do sol), seu cabelo (também castanho, com algumas mechas douradas do sol), tudo em perfeita harmonia entre olhos, nariz, boca. Ele pediu desculpas e saiu com passos rápidos e assim chegou logo à sua sala. E as últimas 3 aulas daquele dia ele não pensou em mais nada; a não ser ela. Até tentou se concentrar no que os professores falavam, chegou a fazer rabisco no caderno, mas a única coisa que lhe passava na mente eram perguntas. Perguntas como ‘quem é ela? ’, ‘qual o nome dela?’ e logo se frustrava ao pensar que tinha sido apenas um esbarrão, um segundo apenas e ele já sabia todas as curvas do seu rosto. Mas como todos aqueles pensamentos? Já havia se tornado paixão?
Luíza ♥

