Escrevo há tanto tempo e até hoje não sei bem exatamente qual o meu jeito de escrever. Pra falar a verdade, de uns bons tempos pra cá, tenho escrito muito pouco. Na verdade, sinto que os temas das quais sempre escrevo simplesmente não há mais o que falar. Na verdade, até há. Mas eu acabo escrevendo sobre as mesmas coisas sempre. Alguns fatos dos quais eu escrevi, pareço então enfim ter colocado um ponto final. Pena que não dá forma que eu gostaria. O ponto final existiu apenas pelo cansaço de insistir em algo que não há mudanças. Outros temas, no entanto, são mudanças em mim que não acontecem e sigo na luta por tentar passar. Só não sei como. E outros temas, bem... Diríamos que me falta pessoas para inspirar. Sigo então, como sempre, escrevendo sobre alguém inexistente e altamente idealizado. Mas escrevo. Pretendo continuar escrevendo. E talvez essa metalinguagem caia bem e oportuna por agora. Agora. Tenho várias coisas das quais gostaria de escrever e talvez reler isso aqui me ajude a organizar os próximos textos. Acho que um passo importante seria valorizar o que escrevo entendendo que cada texto se encaixa perfeitamente no momento em que o escrevo. Tenho mania de reler tudo e achar uma bosta. Mas não é. Não era bosta quando o escrevi, então devo respeitar que cada coisa tem seu tempo. Por hoje, quero encerrar com a seguinte pergunta:
Amadurecer é não se preocupar mais em ser compreendida?
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
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