Se eu soubesse que te esqueceria, teria escrito todos os dias.
Se eu soubesse que te esqueceria, teria desenhado teu rosto em todos os lugares.
Se eu soubesse que te esqueceria, teria feito daquele domingo ensolarado algo diferente de mais um dia monótono.
Se eu soubesse que te esqueceria, teria te falado todos os dias que seria para sempre.
Seria mesmo.
Mesmo depois de tudo.
Mesmo depois de esquecer.
Para sempre.
domingo, 20 de julho de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
Escritos de uma amante.
Não amante daquelas que ficam com o homem alheio. Amante sendo alguém que ama. Que é apaixonada. Que procura manter a sanidade de não se entregar ao te amo tanto que não posso viver sem você, para não cair no tipo de amor dependente que dói e aperta. Mas sim o amor que transborda e dá liberdade. Neguei. Neguei por anos. Neguei inúmeros que vi por aí como sendo amores. Causavam sim todo aquele princípio de rebuliço interior que esse tipo de sentimento, mas negava por saber que com você nada, absolutamente nada daquilo seria uma amostra. Seria mais. E bem mais. Tão mais que dava-me medo de imaginar que pudesse esperar tanto de algo e acabasse me frustando. Não frustou. Excedeu. Foi mais. Mais do que o mais que eu imaginava. Pq eu neguei. Neguei por anos. Neguei com vários. E estava certa. Estava verdadeiramente certa. Pra ti tinha guardado o mais belo, mais puro e mais bonito que consegui. Guardei e disse que mostraria apenas na certeza do sim no altar e na vinda dos filhos. Errei. Errei pois ele apareceu antes. Antes da gente de conhecer. Eu já o guardava. E mesmo que no primeiro olhar, sem jamais imaginar que seria você, ele já palpitava. Já crescia. E quando deixei de negar o que era, ele se mostrou maior. Bem maior. Meu medo era aquele de sempre. Te amar mais do que você me amaria. Te querer mais do que você iria me querer. Foi bobo. Descobri que não se mede. Se encaixa. E mesmo sem saber, eu já te amava. E mesmo sem querer, eu não negava. E mesmo negando, ele brotava. Foi assim. É assim. Adolescente, cheio de romance. Maduro, cheio das suas certezas. Eterno amante e aprendiz
domingo, 26 de janeiro de 2014
Deixa ir.
Por mais que eu te ame muito, acho que chegou aquela tal hora em que a gente tem que desistir pra poder seguir em frente. Foi assim que eu desisti. Sem nem chegar. Por que o meu amor por você não precisava do toque, existia pela própria essência. Eu te amava sem te ter e vou continuar te amando. A vida tem que seguir e ficar presa a ti só me fará mal. Não deixa crescer, fluir. O desejo de crescer com você terá que ser trocado pelo desejo de crescer sem você, sem precisar de você. A partir do momento que eu preciso de você pra continuar, isso não liberta, aprisiona. Não me deixa feliz, causa pior ainda uma angusta de tempo perdido. Tempo gasto. Tempo esse que imagino eu que lá pra frente vou rir e pensar que não foi e nunca será perdido. Mas hoje eu não sei enxergar isso. Hoje eu não consigo. E enquanto existir na minha mente que preciso te largar para seguir, é isso que vai prevalecer. Mas não se assuste. Meu amor é seu e de mais ninguém. Mas será assim, distante. Pois sei que por mais que eu queria, não te posso ter comigo. Não agora. Por que eu sei que no fundo, bem no fundo, esse lugar sempre será seu e te amarei pela eternidade. E mesmo que eu fuja, sempre estarás a existir dentro de mim. Mas deixa assim. Quieto. Guardado.
Assinar:
Postagens (Atom)