segunda-feira, 26 de abril de 2010

Respira.



Hmm, quanto tempo não escrevo nada.
Agora passo boa parte do meu tempo desenhando.
Qualquer dia desses que eu curtir algum desenho meu (e passar de um mero rabisco, rs)
eu posto aqui. Acho que manterei esse blog vivo. É. 
Enquanto isso fica aqui algo que escrevi em meados de 2008.  Mudei algumas coisas, mas preguiça de revisar certinho. Sono batendo aqui... pra variar. Saudades de ideia com acento.
Pelo menos fica salvo aqui. Engraçado os tempos verbais. Enfim, é antigo.

Ele estava sentado em seu aconchegante sofá. O telefone toca. Ele atende e a pessoa desliga. Ele continua vendo a tv. O telefone toca novamente e ele atende. Novamente a pessoa desliga sem dizer nada. Ele está só, começa a pensar na vida. Troca de canal sem nem perceber, o dedo fixo no botão de passar pro próximo  - sim parece algo automático – e ele olhando fixamente para um ponto na tv. Ele tem no rosto uma expressão fria, com um olhar fundo. Um medo talvez. O barulho de sua respiração deve ser comparado a um toque suave de uma boa música. As ideias dele estão confusas. A pouco fora surpreendido com uma pergunta que faz seu coração vibrar de alegria e medo. Eis que sua amada o pedira em casamento. Sim, ela é daquelas que tem atitude. Ele porem, muito tímido não soube o que dizer. Na hora do ocorrido sentiu um medo... que a deixou só no parque. Agora está só em casa, na sua cabeça passa um filme desde que conhecera. Eis que sente um vertigem.
Passa algumas horas e ele continua desacordado no sofá. O telefone toca, ele acorda assustado sem saber onde está. Ao ver a televisão, ele percebe que a hora já é avançada. Sua cabeça dói. E ele não se lembra ao certo do que acontecera.
Ele pega a chave e abre a porta. Sai pelas ruas, passa algumas quadras e lá está o prédio em que ela mora. Ele entra ainda cambaleando. Toca a campainha. Passa algum tempo e ela vem ao seu encontro. Os dois se olham fixamente. E a única coisa que ele consegue dizer é 'te amo'.