domingo, 26 de janeiro de 2014

Deixa ir.

Por mais que eu te ame muito, acho que chegou aquela tal hora em que a gente tem que desistir pra poder seguir em frente. Foi assim que eu desisti. Sem nem chegar. Por que o meu amor por você não precisava do toque, existia pela própria essência. Eu te amava sem te ter e vou continuar te amando. A vida tem que seguir e ficar presa a ti só me fará mal. Não deixa crescer, fluir. O desejo de crescer com você terá que ser trocado pelo desejo de crescer sem você, sem precisar de você. A partir do momento que eu preciso de você pra continuar, isso não liberta, aprisiona. Não me deixa feliz, causa pior ainda uma angusta de tempo perdido. Tempo gasto. Tempo esse que imagino eu que lá pra frente vou rir e pensar que não foi e nunca será perdido. Mas hoje eu não sei enxergar isso. Hoje eu não consigo. E enquanto existir na minha mente que preciso te largar para seguir, é isso que vai prevalecer. Mas não se assuste. Meu amor é seu e de mais ninguém. Mas será assim, distante. Pois sei que por mais que eu queria, não te posso ter comigo. Não agora. Por que eu sei que no fundo, bem no fundo, esse lugar sempre será seu e te amarei pela eternidade. E mesmo que eu fuja, sempre estarás a existir dentro de mim. Mas deixa assim. Quieto. Guardado.

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