''E naquele fim de agosto, no meio de tantas tempestades, problemas, nós juramos amor eterno.
Lembro-me como se fosse hoje quando sentamos lá pelas 17hrs na areia da praia,
a cidade ia escurecendo e a brisa era uma delícia. Não importava o horário de voltar pra casa, não importava as pessoas ao redor,
não importava o peso das costas da mochila, ou estar sujando a calça jeans e o tênis de areia.
Eu estava feliz. Sentada, com ele, observando o azul do mar se fundir com o azul do céu e irem escurecendo
de mãos dadas, ele olhou pra mim e disse que queria que aquele momento durasse pra sempre.
E então juramos, olhamos um para o outro e trocamos aquele momento meloso, que pra mim, até meses atrás só existia nos meus romances estrangeiros,
falamos que nosso amor seria eterno, que com a gente, com certeza o para sempre era para sempre.
1 ano, 3 meses e 4 dias depois terminamos. Não era dessa vez que o meu para sempre ia existir.
No lugar daquel amor eterno, o dia-a-dia foi sufocando aquele sentimento mais bonito que tínhamos.
Eu sei que existiu, foi verdadeiro, mas nos últimos dias só o fato de olhar para ele me irritava.
Estávamos os dois cansados daquela relação. O que antes me atríara pra ele, agora me deixava com raiva, e eu confesso que me enjooei daquela coisa toda.
E sei que com ele também foi assim. A relação com o tempo esfriou, brigávamos e reclamavamos um do outro mais do que nos abraçavamos. Chegou ao ponto de não ter um dia que não brigassemos pelo menos 2x.
E aí acabou. O bom é que pelo menos o fim foi amigável. Chegamos a conclusão juntos que já tinha dado o que tinha que dar, que isso de dar tempo não estava com nada e it's over.
Obviamente fiquei um tanto quanto triste depois, com raiva, no meu quarto, no meu cantinho, joguei dezenas de vezes a culpa nele. Mas eu sabia que fomos nós dois quem tinhamos matado.
E foi assim, matamos o amor. Preferia acreditar que restaria a amizade, mas eu sabia que não seria assim. Pouco tempo depois o arrependimento bateu mais forte do que eu um dia imaginei que bateria, a carência me puxou para o chão,
tudo que eu queria era ele de volta. Mas eu sabia que passaria. Ele tinha sido meu primeiro namorado, mas nada precisava ser dramático ao ponto.
Passamos uns dais nos estranhando, eu via o desejo dele no olhar, mas sabia que voltar seria tentar matar até o proprio carinho de amigos.
E nessa começou as férias, coloquei offline em todas as minhas redes sociais e resolvi sair por aí.
O máximo que consegui deixar que meus pais deixassem foi passar 15 dias numa cidade dentro do estado na casa de umas tias que vivam me cobrando visita.
Tentava ocupar minha mente com qualquer coisa o tempo todo, tentava por na cabela ''tá tudo bem, terminou bem, o fim não é terrível asssim''
mas eu sabia que era idiota. Quando voltei, a primeira coisa que fiz foi ligar o PC pra stalkear melhor as coisas dele.Li desde o nosso término até o dia todos os tweets,
todas as coisas do facebook. Tentava encaixar as frases que ele postava na nossa situação. Isso durou uns meses. Depois de um tempo eu nem olhava mais.
O reencontrei, bem sem querer, dois meses e 4 dias depois de terminar.
Ele me olhou, desviei o olhar. Não sabia se passava e dizia oi de longe,
se fingia que não tinha visto, se dava um abraço, se perguntava pelo seu irmãozinho.
Sentia falta também do pequeno. E eu sabia que ele me conhecia o suficiente pra saber que eu queria fugir. Então, pensando que ele saberia que iria fugir, voltei o rosto na direção dele, sorri e parei pra esperar ele chegar até perto de mim.
Céus, como eu sentia falta do corpo dele junto ao meu. Como agor tudo parecia mais completo e bonito. Percebi que ele também gostou do abraço. Demoramos mais do que um simples abraço duraria. Eu não queria soltar, ele aparentemente também não, e por mim estava tudo beleza se durasse o resto do dia.
Mas aí o abraço acabou, lutei desesperadamente contra meu corpo, mania da poxa de tremer nos momentos que não deveria...
Senti que a conversa foi cheia de curiosidade e saudade.
Decidi que iria perguntar tudo que queria saber nesse tempo.
Queria saber se ele realmente tava bem, sabe? Por mais que no fim do nosso namoro eu deseja ver ele mais longe o possível de mim
toda aquela falta me fez mal, stalkeava todo dia pra saber se ele realmente estava bem, queria saber dos dias dele, saber o que fez, se andou triste
se os problemas estavam resolvidos, quais eram os novos.
Apesar de não ter sido tão intensa e íntima como eu gostaria, senti-me aliviada quando ele disse que estava tudo bem. Quando disse-me que algumas coisas tinham se resolvido
e que seu irmãozinho perguntava sempre por mim. Contei sobre mim e pedi que mandasse um Oi pro irmãozinho dele, que se desse, iria passar lá pra jogar algum joguinho com ele.
Ficamos alguns segundos naquele constrangedor momento onde nenhum de nós queria dar tchau. Por fim, quando eu ia saindo, ele perguntou se eu não queria sair qualquer dia,
confessei que sentia saudades e numa risada nervosa, ele disse que a gente podia ser amigos. Tudo o que eu achava que tinha morrido, tinha voltado tão mais forte, que aquele 'amigos' dele foi como um soco dos bons.
Respondi um sim apressado, meio desesperado, meio por favor 'você pode voltar pra minha vida?'.
Nem preciso dizer que não dormi naquele dia, né? Se o começo do nosso namoro tinha sido assim, reviver aqueles sentimentos era três vezes pior.
Stalkei três dias e ele não atualizava nada. Já estava pra lá de nervosa com esse sumiço, quando eis que vejo um 'new tweet' e sorri.
Era um RT de uma música que diz ''If I lay here, If I just lay here,
Would you lay with me and just forget the world?''. O sentimento daquele momento é algo que srsly, guys, não sei descrever. Foi uma música que eu aprensentei pra ele, uma banda que eu indiquei, quando ainda éramos amigos. Por dia cantamos essa música, e depois nunca mais.''
sem revisar, sem terminar, sem nem reler antes de postar
e a rima de um lado foi pra combinar
djaljdkle
enfim, revivendo esse blog que eu nem lembrava mais o nome, obrigada pra Cá que me lembrou :P
inté.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
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Um comentário:
Lindo, Lu. Especialmente:
"E eu sabia que ele me conhecia o suficiente pra saber que eu queria fugir. Então, pensando que ele saberia que iria fugir, voltei o rosto na direção dele, sorri e parei pra esperar ele chegar até perto de mim.
Céus, como eu sentia falta do corpo dele junto ao meu. Como agor tudo parecia mais completo e bonito. Percebi que ele também gostou do abraço. Demoramos mais do que um simples abraço duraria. Eu não queria soltar, ele aparentemente também não, e por mim estava tudo beleza se durasse o resto do dia."
"Respondi um sim apressado, meio desesperado, meio por favor 'você pode voltar pra minha vida?'."
e eu sempre fofa, né? (:
"obrigada pra Cá que me lembrou :P"
ESCREVE MAIS!
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